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As Histórias
  • Humanidade-1***

    Estado: concluído.

    Um astronauta em órbita da Terra assiste ao fim do mundo provocado por um inesperado e gigantesco asteroide. Sozinho, terá de sobreviver numa aventura em que o leitor decide o destino.



    Género: ficção científica, história interativa.
    Ver História Ao som de...
  • Um Oesterno do Catano***

    Estado: concluído.
    Duas famílias rivais demais para uma só junta de freguesia, um vigilante florestal que pensa que é um xerife, uma avó anti-PIDE que nunca esqueceu os velhos tempos, concursos de beleza agropecuários, um conflito interfamiliar, uma confusão do catano, um verdadeiro western à pequena e à portuguesa!

    Género: comédia.
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  • Alma***

    Estado: concluído.


    Uma cientista descobre como aceder à sua própria alma, no entanto, a humanidade ainda não está preparada para conhecer a sua natureza etérea...




    Género: ficção científica.
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  • Amor Verdadeiro***

    Estado: concluído.

    Um autor ficcional é um romântico nato, sendo, portanto, o explorador ideal na busca pelo amor verdadeiro. Embarque nesta aventura comigo e descubra se, aquele conceito que inspira crianças mas desacredita adultos, o amor verdadeiro, é real ou fantasia.


    Género: documentário.
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  • A Marta Espia***

    Estado: concluído.

    A ousadia, que lhe arruinou a curta carreira na PJ, é considerada um talento pelo SIS, levando-a a uma aventura no mundo misterioso da espionagem portuguesa onde, por fim, pode pisar o limite da legalidade sem consequências; porém, o risco é maior.


    Género: espionagem.
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  • O Vídeo-diário da Cadete Traquina***

    Estado: concluído.

    O legado do Capitão Besteira continua (sem ele saber) 20 anos depois, com a sua sobrinha Júlia: a Cadete Traquina. Como os tempos são outros, as suas aventuras são registadas num vídeo-diário.



    Género: infanto-juvenil, comédia.
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  • Inferno***

    Estado: concluído.

    Vários operacionais da proteção civil enfrentam um imprevisível e monstruoso incêndio florestal. Paralelamente, uma jornalista investiga as origens do mesmo, ligadas a uma teoria da conspiração pouco credível.



    Género: drama, suspense.
    Ver História Ao som de...
  • Soldado das Estrelas***

    Estado: concluído.

    Quando Jason Clark se submete a uma terapia de hipnose regressiva recorda-se de uma parte da sua vida que fora deliberadamente apagada: ele serviu num programa governamental ultrassecreto denominado Solar Warden.

    Género: ficção científica.
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  • Narra-me o mundo!***

    Estado: concluído.

    Uma adolescente, paraplégica e invisual, habituada aos desafios do dia-a-dia impostos pelas suas limitações, enfrenta novas e angustiantes adversidades de vida que aceleram a sua independência e maioridade.


    Género: drama.
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  • O Vigilante 2***

    Estado: concluído.

    Um anti-herói, inspirado pelo Vigilante, coloca o seu ídolo na posição de inimigo público número um, pondo em causa a missão de justiça e a honra associadas ao conceito de super-herói que, agora, se tornou real.


    Género: super-herói, drama, ação.
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  • A Minha Música**

    Estado: concluído.

    Isabel é uma estrela em ascensão da música pop, que começa a questionar a sua garantida e fabricada carreira artística, em detrimento do seu verdadeiro sonho: ser cantautora. Alexandre é um introvertido one-man band que se torna na sua grande inspiração.


    Género: drama.
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  • O Início dos Tempos**

    Estado: concluído.

    Uma civilização interestelar à beira da extinção, encontra salvação num planeta. A celeridade que a sua missão exige tem como consequências a manipulação desmesurada de ecossistemas e de códigos genéticos, resultando na criação inadvertida de uma nova civilização que aos poucos pretende ser algo mais.


    Género: ficção científica.
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  • Abíliutopia**

    Estado: concluído.
    Abílio é um génio descontente com a sociedade. Após inventar uma máquina revolucionária, clona-se insaciavelmente, dando origem a uma cidade-estado considerada por muitos como uma verdadeira utopia.


    Género: ficção científica, comédia.
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  • Os Escribas do Destino 3**

    Estado: concluído.
    David e Rómulo ascenderam com os archangeli, deixando Abigail na Terra. Neste capítulo final, cada um embarcará numa viagem de descoberta sobre si e sobre os mistérios dos Escribas, afetando por completo o destino da humanidade.

    Género: suspense, ficção científica.
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  • Neusa**

    Estado: concluído.
    Uma ginasta interrompe a sua carreira ao ficar em coma durante alguns meses, perdendo também o final da sua adolescência. Quando acorda, luta por regressar à competição, enquanto tenta controlar uma nova paixão intensa e extasiante.

    Género: romance, drama.
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  • Project Baby**


    Estado: concluído.

    Uma experiência científica polémica que pretende conceber famílias monoparentais a partir de técnicas de fertilização natural.

    Género: romance, drama, comédia.
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  • O Vigilante**


    Estado: concluído.

    Um guarda-noturno, auxiliado por um engenheiro, torna-se num super-herói a fim de defender o seu bairro de um novo e poderoso gangue.

    Género: super-herói, drama, ação.
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  • As Crónicas do Capitão Besteira**

    Estado: concluído.

    As incríveis e irresponsáveis aventuras de um pré-adolescente com criatividade em excesso.

    Género: infanto-juvenil, comédia.
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  • Obcecada**


    Estado: concluído.

    Um mulherengo, após mais uma conquista descartável, vê a sua vida transformada num inferno ao tornar-se vítima de stalking.

    Género: thriller psicológico.
    Ver História Ao som de...
  • Os Escribas do Destino 2**

    Estado: concluído.

    O híbrido Rómulo, é pai de uma criança com poderes extraordinários, que ameaçam o status quo dos Escribas do Destino, e colocam a sua família em perigo.

    Género: suspense, ficção científica.
    Ver história Ao som de...
  • O Planeador*

    Estado: concluído.


    Um autista, com inteligência muito acima da média, ganha a vida a conceber planos infalíveis para vários grupos criminosos.

    Género: suspense, policial, drama.
    Ver história Ao som de...
  • Cidade dos Relógios*

    Estado: concluído.

    CucIsse é um pequeno relógio, diferente dos outros, prestes a entrar na idade adulta. Preso numa sociedade de costumes rígidos, debate-se por encontrar o seu lugar, na cidade dos relógios...

    Género: fantasia, infantil.
    Ver história

  • Califado*


    Estado: concluído.

    O Estado Islâmico conseguiu invadir a Península Ibérica, deixando a Europa e o mundo estupefactos. Uma guerra inédita e violenta de reconquista tem início.

    Género: drama, guerra, ação, espionagem.
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  • Inamável*


    Estado: concluído.


    A divertida e dramática estória de vida de um rapaz com problemas de coração e com graves problemas de "coração".

    Género: comédia, romance.
    Ver história Ao som de...
  • A Força Oculta*

    Estado: concluído.
    Um acordo centenário, entre humanos e vampiros, protege ambas as partes e mantém a existência dos seres da noite secreta. A fim de monitorizar e conter situações extremas, os governos criaram forças especiais de intervenção. Esta é a história de uma delas.

    Género: sobrenatural, romance, acção.
    Ver história Ao som de...
  • Êxodo*

    Estado: concluído.

    A humanidade, auxiliada por extraterrestres, que um dia se revelam em força, é obrigada a evacuar o planeta no maior êxodo de todos os tempos.

    Género: suspense, ficção científica.
    Ver história Ao som de...

    Ver trailer

  • Os Escribas do Destino*

    Estado: concluído.

    A história de dois rapazes que não se conhecem mas têm algo em comum: sentem que conseguem controlar o destino das pessoas.

    Género: suspense, ficção científica.

    Ver história Ao som de...
  • Sozinho*


    Estado: concluído.


    A história de um rapaz que um dia acorda e encontra a sua cidade vazia. Ele tenta perceber o que aconteceu... e irá acontecer.

    Género: ficção científica, romance, drama.
    Ver história
  • A Rapariga da Casa na Praia*

    Estado: concluído.

    A história de uma rapariga que certo dia herda uma velha casa na praia e no processo descobre uma estranha verdade sobre si.

    Género: fantasia.
    Ver história Ao som de...
  • A Nova Lenda dos Demónios de Góis*

    Estado: concluído.

    Uma pequena povoação é assombrada por estranhas mortes, cabendo ao pároco decifrar o mistério.

    Género: horror.
    Ver história
  • Os Escribas do Destino*

    Estado: concluído.

    A história de dois rapazes que não se conhecem mas têm algo em comum: sentem que conseguem controlar o destino das pessoas.

    Género: suspense, ficção científica.

    Ver história Ao som de...
* História disponível no 1º volume da coleção
** História disponível no 2º volume da coleção
*** História disponível no 3º volume da coleção

Bem-vindo!


Grande parte das histórias já não estão disponíveis neste blogue, pois deram origem a três livros! No entanto, as que estão, podem ser consultadas em cima, ou, se preferir, folheie as páginas no arquivo abaixo.
Boas leituras!
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O 1º volume da coleção pode ser adquirido nas seguintes lojas:

Autor
Bertrand
Fnac
Wook
Amazon (eBook)
El Corte Inglés (eBook)


São contos com imagens fortes, apelando à adaptação para "curtas de cinema" (...) O autor é do tempo em que "as pessoas pensam por imagens" (in Praça Velha nº 38).

Já imaginou um livro que não se prenda a apenas uma história? Que te faz flutuar pelas páginas com os mais diferentes gêneros literários e com personagens que te levam ao extremo do amor e ódio? É o que encontrei lendo “De Conto a Romance”, do autor Carlos Galinho Pires, com 10 contos que te fazem literalmente questionar se os personagens estão ou não fazendo o que é certo e quem será o próximo enganado. (in Mundo das Resenhas).







Veja também as minhas reflexões sobre o livro.


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O 2º volume pode ser adquirido nas seguintes lojas:

Autor
Chiado
Bertrand
Fnac
Wook
Amazon

"(...) a sua escrita é bastante criativa na linha das tendências televisivas especialmente das séries e alguns textos facilmente dariam sequências televisivas com algum sucesso. Há boas narrativas cheias de ação e interesse e acima de tudo de fácil leitura. Encantam de certeza alguns leitores que gostam das séries científicas." (in Jornal A Guarda de 29/janeiro/2021).





Resenha por Carla Augusto:



Veja as reflexões sobre o 2º Volume.



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O 3º volume poderá ser adquirido nas seguintes lojas:



Resenha por Carla Augusto:

Veja as reflexões sobre o 3º Volume.


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Página da coleção de livros: decontoaromance.carlosgalinho.pt

Reflexões sobre o livro De Conto a Romance - Volume 3

Aqui fica um apanhado dos significados e das mensagens de cada conto do livro "De Conto a Romance - Volume 3".
Se já leram, entendam, confirmem, e opinem. Se ainda não leram, vejam isto como um trailer.

  • O Vigilante 2
Um anti-herói, inspirado pelo Vigilante, coloca o seu ídolo na posição de inimigo público número um, pondo em causa a missão de justiça e a honra associadas ao conceito de super-herói que, agora, se tornou real.

A aventura d'O Vigilante começou no 2º Volume, e claro, como o tema dos super-heróis tem um potencial enorme e é um dos meus favoritos, decidi que teríamos de saber o que aconteceu depois do primeiro super-herói português se ter tornado num super-herói. Nesta estória, para além da Lua (moto) e do Milhafre (drone) o herói conta também com o Jumbo, um superdrone capaz de o fazer voar, e de uma app à qual a polícia e a população recorre para o chamar sempre que necessita da sua ajuda.
Depois de a polícia ter aceitado o Vigilante, oficiosamente, como ajudante, vê-se agora obrigada a caçá-lo depois de uma série de crimes o ter colocado como o principal suspeito dos mesmos. Desta vez, a ação decorre no submundo do tráfico de droga e dos gangues que assolam alguns bairros portugueses.

A música: Caught in the Fire de Klergy, porque é uma canção poderosa sobre alguém que de repente se vê no "meio do fogo"; neste caso, rodeado de inimigos: polícia, gangues e opinião pública.


  • Narra-me o mundo!
Uma adolescente, paraplégica e invisual, habituada aos desafios do dia-a-dia impostos pelas suas limitações, enfrenta novas e angustiantes adversidades de vida que aceleram a sua independência e maioridade.

O tema das pessoas com deficiências é-me especial pois tanto a minha tese de mestrado como o inicio da minha carreira profissional deu-me a conhecer as dificuldades que pessoas com mobilidade reduzida têm no seu dia-a-dia, e assim, quis escrever sobre este assunto, por um lado, para advertir a população no sentido de pensar e agir sempre de forma inclusiva, e por outro lado, para dar a conhecer como é que estas pessoas, apesar das adversidades, conseguem viver vidas normais.
A estória é um coming-of-age de uma adolescente que apesar de ser paraplégica e invisual consegue tirar um curso superior noutra cidade, encontrar o amor e tornar-se independente. Pelo caminho, o leitor descobrirá como é que atualmente os invisuais se guiam pelas cidades e edifícios, quão especiais os cães-guia são, e quais os comportamentos inclusivos que devemos ter e promover no nosso quotidiano.

A música: Rise de Caroline Jones, é uma música motivadora que certamente ajudou a protagonista a superar os momentos mais difíceis com que se deparou.

  • Soldado das Estrelas
Quando Jason Clark se submete a uma terapia de hipnose regressiva recorda-se de uma parte da sua vida que fora deliberadamente apagada: ele serviu num programa governamental ultrassecreto denominado Solar Warden.

Comparativamente com outras ficções como Star Wars ou Star Trek, esta estória baseia-se na mitologia contemporânea sobre seres extraterrestres e tecnologia avançada desenvolvida pelos governos de todo o mundo em segredo, ou seja, as suposições e teorias da conspiração são reais e foram reveladas por testemunhas também reais.
Uma vez assisti a um documentário que contava a história incrível de um suposto militar que se submeteu a uma terapia de hipnose e descobriu que no passado serviu num programa secreto que o levou a uma base marciana, colocando a tecnologia humana a um nível muito avançado que permite viagens intergaláticas e também no tempo. Entre 2001 e 2002, o hacker Gary McKinnon pirateou os servidores da NASA nos quais encontrou documentos que faziam referência a “oficiais não-terrestres” e a algumas naves (espaciais), sendo que o nome desse programa secreto era “Solar Warden”. Existem também numerosos documentos que revelam a existência de extraterrestres de várias espécies que já contactaram com militares e altos oficiais humanos, como: greys, reptilianos, andromedianos e pleidianos.
Ora, independentemente de tudo isto ser verdade ou não, uma coisa é certa: são relatos extremamente interessantes para serem usados em ficção, daí eu ter decidido criar esta aventura na qual o protagonista embarca numa viagem pelo universo, conhece espécies extraterrestres e envolve-se numa guerra intergalática que ameaça a humanidade.

A música: The Bible Or The Gun dos Blues Saraceno fala de uma dicotomia entre o bem e o mal um pouco incompreensível, que acaba por ser aquilo pelo qual o protagonista passou.

  • Inferno
Vários operacionais da proteção civil enfrentam um imprevisível e monstruoso incêndio florestal. Paralelamente, uma jornalista investiga as origens do mesmo, ligadas a uma teoria da conspiração pouco credível.

Baseado em acontecimentos do terrível incêndio de Pedrógão Grande, este conto acompanha um drama, genuíno e realista, vivido por operacionais do CIPS da GNR, dos bombeiros voluntários, dos sapadores privados da indústria do papel, do corpo de guardas-florestais do SEPNA e de pilotos de helicópteros e aviões de empresas de meios aéreos de combate a incêndios. Pelo caminho, são reveladas estratégias e técnicas que estes profissionais usam para salvarem as nossas florestas e as nossas vidas e também os fenómenos naturais que levam a incêndios de grande dimensão. Uma jornalista acompanha o caso, tentando entender se o negócio entre as empresas privadas de meios aéreos de combate a incêndios e o Estado pode promover o aparecimento de incêndios florestais, pois os contratos que ascendem aos milhões de euros são mais lucrativos quanto mais incêndios houver para apagar.

A música: Missing Piece de Marika Takeuchi é uma música simples, delicada e muito bonita, cujo som do piano tenta levar as cinzas que o inferno deixou.

  • O Vídeo-diário da Cadete Traquina
O legado do Capitão Besteira continua (sem ele saber) 20 anos depois, com a sua sobrinha Júlia: a Cadete Traquina. Como os tempos são outros, as suas aventuras são registadas num vídeo-diário.

O Capitão Besteira apareceu no Volume 2, agora, outras aventuras e besteiras, mais contemporâneas, são contadas na primeira pessoa por uma menina e em contexto mais urbano. O seu percurso é retratado num vídeo-diário, bem à maneira das redes sociais, e pode maioritariamente ser resumido por paródias a filmes cujos nomes compõem os títulos capítulos: A Velhota do Pão de Gaivota, Um Golpe em Espanha, A Madrinha, Ramba: A Fúria da Heroína, Ramba II: A Vingança da Heroína.

A música: Asas Delta dos CLàé dedicada às crianças e às suas vivências, bem adequada para este conto!

  • A Marta Espia
A ousadia, que lhe arruinou a curta carreira na PJ, é considerada um talento pelo SIS, levando-a a uma aventura no mundo misterioso da espionagem portuguesa onde, por fim, pode pisar o limite da legalidade sem consequências; porém, o risco é maior.

Todos já tivemos oportunidade de conhecer o mundo da espionagem através dos filmes do 007 ou Missão Impossível, no entanto, não só são pouco realistas como são retratos baseados na espionagem anglo-saxónica, sendo que pouco se sabe sobre a espionagem lusitana. Ao tomar conhecimento, por meio de fontes jornalísticas, sobre o mundo secreto e restrito no qual os espiões portugueses operam, decidi criar uma estória ficcionada mas, acima de tudo, realista, sobre o início da carreira de um, neste caso, de uma, espiã portuguesa. Como adorei a personagem da Marta que criei no Volume 1 ("O Planeador"), que era uma estagiária da Polícia Judiciária que acabou despedida devido à sua ousadia, considerei-a perfeita para este papel, já que neste mundo os espiões têm muita vezes de ser ousados e atravessar um pouco o limite da legalidade. Curioso em descobrir como operam os espiões em Portugal?

A música: Show You What I Can Do dos Royal Teeth é uma canção sobre superação que é algo, claramente, intrinsecamente ligado à protagonista.

  • Amor Verdadeiro
Um autor ficcional é um romântico nato, sendo, portanto, o explorador ideal na busca pelo amor verdadeiro. Embarque nesta aventura comigo e descubra se, aquele conceito que inspira crianças mas desacredita adultos, o amor verdadeiro, é real ou fantasia.

Pela primeira vez, abordei um "género" que se desvia do "conto", não sendo, portanto, ficcionado, mas continuando a ser parcial o suficiente para, tal como um documentário, ser colocado num livro de ficções, e assim, considerei-o precisamente de "documentário em prosa". O leitor deve lê-lo tal como se estivesse a assistir a um documentário, uma opinião, uma tese defendida por um autor sobre um determinado tema, e neste caso, um tema que importa a todos: o amor verdadeiro! A pergunta é simples: será o amor verdadeiro real ou fantasia?
Quando comecei a investigar já sabia mais ou menos o resultado que irá descobrir no fim, no entanto, fiquei surpreso por certas conclusões intermédias que derivaram das participações de dezenas de pessoas reais de diferentes nacionalidades que responderam a diversas perguntas através das minhas redes sociais. Ora, a maioria das pessoas não acredita no amor verdadeiro, considera-o como uma ficção, no entanto, tenho a certeza que se surpreenderá com o que descobri!

A música: Ultraviolet de Freya Ridings, porque é uma canção poderosa sobre um amor tão grande que não se consegue esconder, perfeita para um "amor verdadeiro"!

  • Alma
Uma cientista descobre como aceder à sua própria alma, no entanto, a humanidade ainda não está preparada para conhecer a sua natureza etérea...

Este conto derivou de uma possibilidade científica que considera que a alma pode existir sob a forma de informação quântica. A Física é um tema constante nesta estória, aliás, os capítulos são nomes de teorias da Física, mas a Mecânica Quântica é a grande protagonista, em especial o conceito de Hiperespaço (que já agora, é também o título do livro que li para me preparar para a escrita deste conto), o qual descreve a existência de várias dimensões para além daquela que conhecemos e na qual vivemos (3ª dimensão). Assim, as nossas protagonistas, que são cientistas, tentam desvendar os segredos da "alma" com recurso à ciência, sem desconsiderar, mas trazendo para a realidade, o conceito religioso da mesma.

A música: Autumnbound de Rachel Diggs, uma música sobre mudança, sobre esquecer o passado e avançar para a frente, algo que a protagonista teve de fazer...

  • Um Oesterno do Catano
Duas famílias rivais demais para uma só junta de freguesia, um vigilante florestal que pensa que é um xerife, uma avó anti-PIDE que nunca esqueceu os velhos tempos, concursos de beleza agropecuários, um conflito interfamiliar, uma confusão do catano, um verdadeiro western à pequena e à portuguesa!

Devo dizer que alguns dos retratos e acontecimentos que aparecem nesta estória foram baseados em factos reais, embora tal não seja referido no livro por não constituírem a maioria e também por não ter considerado como uma informação pertinente para o leitor, no entanto, digo agora para que o leitor compreenda de que há certas estórias que podem não lembrar ao diabo mas podem acontecer (e aconteceram) em qualquer aldeia deste país! Assim, pelo olhar de cada elemento de uma família de uma pequena aldeia de Portugal, vamos assistindo a um desenrolar de acontecimentos que, em princípio, só acontecem no interior e longe dos grandes centros urbanos. Acontecimentos que são pequenos dramas e pequenos conflitos que podem desaguar em grandes guerras, as quais não são menos épicas do que westerns americanos!
Como curiosidade, em termos de escrita este conto apresenta-se com textos compactos, pouco espaçados e com formatação que alterna entre o itálico e o normal como recurso para assinalar diálogos em vez do tradicional travessão, de forma a transportar o leitor para uma oralidade pragmática e emotiva.

A música: Old Rock 'n' Roll Radio dos Dead Combo, um tema instrumental bem português e confuso... bem ao jeito deste oesterno!

  • Humanidade-1
Um astronauta em órbita da Terra assiste ao fim do mundo provocado por um inesperado e gigantesco asteroide. Sozinho, terá de sobreviver numa aventura em que o leitor decide o destino.

Outro "género" novo presente neste volume é o da "história interativa".
A premissa deste conto é simples: imagine um astronauta que assiste ao fim do mundo em órbita, como irá reagir? O que fará de seguida? Tenta salvar quem pode? Foge? E para onde? Tenta passar os últimos momentos com a sua família? Tenta colonizar novos planetas? Todas estas perguntas serão respondidas por si, leitor, já que esta é uma história interativa com 9 finais e 16 variações diferentes.
Toda a ação decorre no presente, ou seja, a tecnologia apresentada é a que existe atualmente (pelo menos, em termos teóricos), e assim, o leitor terá também a oportunidade de aprender sobre o estado da arte relativamente à exploração espacial; isto fez com que, até ao momento, a investigação necessária para preparar esta estória fosse a mais complexa e morosa de todos os contos que escrevi até então, para ter uma ideia, tive de investigar dezenas de temas, tais como: como (sobre)vive um astronauta em órbita, como opera a Estação Espacial Internacional, que diferentes tipos de motores de propulsão existem, que tecnologia existe para criar gravidade artificial, como será a feita a colonização em Marte, como poderão os astronautas sobreviver a longo prazo no espaço e noutro planeta, como são realizadas as telecomunicações espaciais, como é feita a descolagem e aterragem de foguetões e módulos espaciais, que características (velocidade, massa, ângulo de impacto, composição, tamanho) tornam a queda de um meteorito num evento de extinção em massa, que eventos acontecem depois da queda de um meteorito na Terra, etc. Assim, e mais uma vez, já que isto é algo com o qual eu me identifico, a ficção científica presente neste conto é completamente verosímil e as diferentes estórias retratadas são muito próximas do verídico dentro da suposição em causa.

A música: Born Alone Die Alone de Madalen Duke é uma canção sobre solidão e o quão triste, mas também, quão corajoso é morrermos sozinhos. Ora, sendo o protagonista deste conto o último sobrevivente da humanidade, irá morrer sozinho...

De Conto a Romance em livro!

Esta história já não se encontra disponível, para leitura, neste blogue, pois faz parte da coletânea de contos dos livros "De Conto a Romance" (volume 3).

Brevemente...

Reflexões sobre o livro De Conto a Romance - Volume 2

Aqui fica um apanhado dos significados e das mensagens de cada conto do livro "De Conto a Romance - Volume 2".
Se já leram, entendam, confirmem, e opinem. Se ainda não leram, vejam isto como um trailer.

  • O Vigilante
Um guarda-noturno, auxiliado por um engenheiro, torna-se num super-herói a fim de defender o seu bairro de um novo e poderoso gangue.

Há muito que aguardava escrever sobre um dos temas que mais gosto: super-heróis!
"O Vigilante" é o meu primeiro super-herói, português de gema, domina o Jogo do Pau - a arte marcial de Esgrima Lusitana - assim, recorre a um bastão para se defender e atacar os inimigos. Para além disso, é igualmente mestre em Kung Fu.
Este herói é baseado no Batman, já que não tem superpoderes, apenas vontade e coragem para defender os seus concidadãos de um gangue que até a própria polícia intimida. Do lado de lá, e não menos importante, está um engenheiro que disponibilizou o fato e os gadgets para que o Vigilante consiga fazer o seu trabalho mais eficazmente.
Este conto é curto demais para a história que irradia, pelo que é apenas uma introdução a este super-herói, o qual espero que tenha muitas mais aventuras e, para já, posso adiantar que o Volume 3 trará uma sequela!

A música: White Flag de Bishop Briggs, porque é uma canção sobre luta e coragem.


  • Os Escribas do Destino 2
O híbrido Rómulo, é pai de uma criança com poderes extraordinários, que ameaçam o status quo dos Escribas do Destino, e colocam a sua família em perigo.

Este é o 2º capítulo da trilogia dos Escribas do Destino, que se foca no filho do híbrido Rómulo, cujos poderes ameaçam os Escribas. Pelo caminho descobrimos as origens e intenções do Escriba Lúcifer (o próprio Satanás) e quem são os arcanjos.

A música: Your Soul de RHODES, sem querer adiantar spoilers, esta música está associada ao desfecho deste conto, que é deveras triste.

  • Neusa
Uma ginasta interrompe a sua carreira ao ficar em coma durante alguns meses, perdendo também o final da sua adolescência. Quando acorda, luta por regressar à competição, enquanto tenta controlar uma nova paixão intensa e extasiante.

Sou fã da forma como Diana Gabaldon - a autora da série "Outlander" - escreve. Ela consegue transformar simples ações em textos maravilhosos, simples diálogos do quotidiano em textos viciantes e faz uso de metáforas fenomenais e altamente discretas para descrever as cenas mais quentes e picantes. Este conto é a minha (pequena) homenagem à autora, tendo feito uso das suas ferramentas.
Pela primeira vez, fiz uma pesquisa mais extensiva para preparar um conto. Para além de ter assistido ao vivo e na televisão a provas de ginástica, entrevistei a ginasta olímpica Zoi Lima, que levantou a ponta do véu sobre o que é ser uma atleta de alta competição, e assim, apesar de Neusa ser uma história puramente ficcional, alguns dos elementos e referências que a compõem como, 6 horas diárias de treino ou a subjectividade das avaliações dos jurados nas competições, são reais.

A música: Supermassive Black Hole dos Muse, já que fala de uma paixão extremamente intensa e incontrolável, que é precisamente o cerne do conto.

  • Abíliutopia
Abílio é um génio descontente com a sociedade. Após inventar uma máquina revolucionária, clona-se insaciavelmente, dando origem a uma cidade-estado considerada por muitos como uma verdadeira utopia.

Na realidade este conto acaba por ser mais um ensaio do que uma história. Do ponto de vista "audiovisual" é um documentário sobre uma utopia ficcionada. Esta, é portanto a minha perspetiva de como a nossa sociedade e o nosso mundo poderiam ser muito melhores, caso tivéssemos outras preocupações, políticas ou comportamentos. O ensaio sugere soluções para problemas como as alterações climáticas, o desperdício, a injustiça social, entre outros, com recurso a perspetivas políticas e filosóficas.
Tendo em conta que os ensaios merecem ser debatidos e expostos, criei o blog Abíliutopia para o efeito, no qual irei publicar, com alguma regularidade, os pontos de vista desta utopia.

A música: Shine de LOLO. A canção fala na capacidade que cada um de nós tem em brilhar, basta querer e seguir em frente, tal e qual como Abílio, um indivíduo normal, que seguiu sempre em frente sem receios.

  • A Minha Música
Isabel é uma estrela em ascensão da música pop, que começa a questionar a sua garantida e fabricada carreira artística, em detrimento do seu verdadeiro sonho: ser cantautora. Alexandre é um introvertido one-man band que se torna na sua grande inspiração.

Sendo eu um (antigo, mas sempre) músico multi-instrumentista, decidi partilhar um pouco das minhas vivências enquanto músico, pelo que o leitor depois de ler esta história, ficará a saber tocar (sem garantias) saxofone, piano e bateria: os meus instrumentos de eleição.
O feminismo está uma vez mais presente, neste caso, a protagonista é corajosa e destemida, sendo ela quem toma grande parte das decisões que afetarão a sua vida e a dos outros, umas vezes negativamente, outras positivamente, mas sempre com garra e convicção.

A música: My Song de The Music Of Nashville. Desta vez a escolha foi um pouco estranha, já que a canção não vem de uma banda mas de uma série televisiva, no entanto reflete precisamente o tema do conto, já que se intitula literalmente "A Minha Música" e fala sobre uma cantora que pretende cantar a sua música, porém, algo ou alguém impedem-na...

  • As Crónicas do Capitão Besteira
As incríveis e irresponsáveis aventuras de um pré-adolescente com criatividade em excesso.

Este conto humorístico é um apanhado de algumas aventuras da pré-adolescência registadas num diário. Algumas das histórias são verídicas, baseadas nas minhas próprias vivências, sendo que espacialmente decorrem entre a Guarda e Vale de Estrela, os locais onde vivi até aos 18 anos. Obviamente não irei referir quais as reais e quais as ficcionais!
A escrita foi adaptada de modo a retratar o narrador como uma criança de 12 anos, para isso consultei o meu próprio diário, cujos textos serviram de inspiração.
A mensagem é simples: apesar de irrequieto e diabinho, o personagem acabou por se tornar numa boa pessoa, porque teve liberdade para fazer asneiras e descobrir o mundo durante a infância, descobrindo e definindo os seus próprios limites. Acredito que muitos jovens adultos que se tornam problemáticos, o fazem porque não gozaram dessa liberdade enquanto eram mais pequenos. A frase introdutória deste conto é a seguinte: "Dai-lhe liberdade para fazer asneiras colossais, só assim perceberá o quão responsável terá de ser quando for adulto."

A música: The Future dos WE TRUST. É uma canção descontraída sobre a infância e a adolescência, que são a base do futuro de qualquer adulto.

  • Obcecada
Um mulherengo, após mais uma conquista descartável, vê a sua vida transformada num inferno ao tornar-se vítima de stalking.

Este thriller psicológico tem dois protagonistas que são ao mesmo tempo heróis e vilões, cabendo ao leitor decidir qual é o "bom" e qual é o "mau". O imediatismo e a banalização do "amor" foram as grandes inspirações para esta história, que exemplifica como isso se pode transformar num grande pesadelo, o qual se denomina por stalking.
Na pesquisa que fiz, descobri que o crime de perseguição é um problema que afeta muitas pessoas, sendo que as mesmas, muitas vezes, desconhecem como proceder. Decidi que isto deveria ser clarificado e divulgado, pelo que após autorização da APAV, diluí conselhos sobre como abordar esta problemática no próprio conto. (Mais informações podem ser encontradas aqui).

A música: Tear Me To Pieces de Meg Myers, porque é uma canção que fala da perigosidade de um determinado amor.

  • Project Baby
Uma experiência científica polémica que pretende conceber famílias monoparentais a partir de técnicas de fertilização natural.

Esta comédia foi escrita como se de um artigo científico se tratasse, abordando a possibilidade de pessoas se tornarem pais ou mães solteiros(as), recorrendo à fertilização natural. "Porque não?" é a pergunta constante ao longo deste conto, cujo objetivo é deixar o leitor a refletir sobre o assunto.
Ambos os protagonistas têm personalidades semelhantes, porém muito fortes, originando uma relação insuportável e perfeita ao mesmo tempo, de amor e ódio.

A música: Complicated de Avril Lavigne, que reflete o quão "complicada" é a relação dos protagonistas.

  • Os Escribas do Destino 3
David e Rómulo ascenderam com os archangeli, deixando Abigail na Terra. Neste capítulo final, cada um embarcará numa viagem de descoberta sobre si e sobre os mistérios dos Escribas, afetando por completo o destino da humanidade.

A conclusão da trilogia dos Escribas do Destino. Nesta última parte o leitor descobrirá as verdadeiras origens de Abigail, a esposa de Rómulo, e o destino final de David, o filho prodígio. Este capítulo, ao contrário dos anteriores, não tem perseguições nem grandes aventuras, é uma meditação, uma descoberta, um percorrer pelo caminho interno de cada personagem, que culminará em algo que afetará os fados de toda a humanidade. O leitor descobrirá igualmente quem são e o que fazem os Visionariuns, seres superiores aos próprios arcanjos.

A música: MHope, um tema instrumental calmo, simples e reflexivo, como este conto.

  • O Início dos Tempos
Uma civilização interestelar à beira da extinção, encontra salvação num planeta. A celeridade que a sua missão exige tem como consequências a manipulação desmesurada de ecossistemas e de códigos genéticos, resultando na criação inadvertida de uma nova civilização que aos poucos pretende ser algo mais.

Talvez este conto seja o ex libris do livro. É o mais longo, é o que tem a história possivelmente mais surpreendente e fascinante, porém, ainda mais incrível, é que é baseado em factos reais e acontecimentos registados na literatura da antiguidade.
Finalmente escrevo sobre um tema que sempre me fascinou: a teoria dos antigos astronautas. Muito há a dizer sobre isto, muito ficará por dizer, mas de uma forma injustamente simples, esta história é uma sugestão daquilo que poderá ter sido a origem do nosso planeta e da humanidade, sendo que temporalmente decorre entre o tempo dos dinossauros e os dias de hoje (aproximadamente 65 milhões de anos!).
O conto relata como seres interestelares criaram e manipularam vida, e como os seus atos originaram, por exemplo, a que o ouro sempre fosse considerado como o metal mais precioso; como histórias semelhantes de guerras e feitos grandiosos dos deuses estão registados em praticamente todos os livros sagrados; como a religião terá surgido; como estruturas ancestrais, que encontramos no nosso planeta, foram erguidas, sendo que nem hoje temos tecnologia para replicar tais construções.
O meu objetivo é que o leitor reflita e comece a questionar-se sobre o que sabe deste mundo no qual habita...

A música: Unleashed dos Two Steps From Hell, uma música épica, para uma história épica!

De Conto a Romance em livro!

Esta história já não se encontra disponível, para leitura, neste blogue, pois faz parte da coletânea de contos dos livros "De Conto a Romance" (volume 2).


Pode adquirir um exemplar deste livro nas seguintes lojas:

Chiado
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Reflexões sobre o livro De Conto a Romance

Um ano após a publicação do meu livro "De Conto a Romance", que nasceu a partir deste blogue, decidi reunir um apanhado dos significados e das mensagens de cada conto.
Se já leram, entendam, confirmem, e opinem. Se ainda não leram, vejam isto como um trailer.

  • Os Escribas do Destino
A história de dois rapazes que não se conhecem mas têm algo em comum: sentem que conseguem controlar o destino das pessoas.

Há coincidências que parecem mais do que isso. Mais do que uma vez vivenciei situações caricatas, que parece que foram planeadas, e sempre perguntei: e se realmente o foram?
Num dia de semana, a horas de trabalho, a que normalmente não saio de casa mesmo estando de férias, calhei em passar frente à casa de um familiar, sítio que também não é muito comum passar, mas por acaso, passei. E nesse preciso momento, nesses 10 segundos pertencentes a um dia de 24 horas, esse familiar necessitava de ajuda. E ali estava eu, pronto a ajudar. Qual a probabilidade de tal coisa acontecer?
Pois bem, este pequeno acontecimento, juntamente com as histórias e as lendas dos anjos da guarda, que supostamente cada um de nós tem a olhar por nós, inspirou-me! O conto retrata esses seres, supostamente sobrenaturais, que controlam os destinos dos comuns mortais recorrendo à escrita, ou seja, literalmente escrevem os destinos das pessoas. Digo "supostamente sobrenaturais" porque segundo a minha visão da religião, acho que os seres todos poderosos e com poderes inigualáveis, são na realidade fáceis de explicar... Para isso, apenas precisamos de alguma ciência e abertura de mente, daí ter classificado este conto como ficção científica.
Esta história terá continuação, pois será uma trilogia.

A música: All The Things Lost dos MS MR porque é uma história que culmina numa enorme perda, e a canção, num registo triste, fala precisamente disto.

(Porquê uma música? Bom, a ideia partiu do facto de quando escrevo, conceber as histórias como se de filmes se tratassem, e como tal, no final, quando os créditos passam, há sempre uma música que reflete de alguma forma o próprio filme. Quis fazer o mesmo, e assim, alguns contos têm músicas associadas, as quais se encontram listadas neste blogue.)

  • Califado
O Estado Islâmico conseguiu invadir a Península Ibérica, deixando a Europa e o mundo estupefactos. Uma guerra inédita e violenta de reconquista tem início.

Quão fácil será para um grupo terrorista subjugar um país? Acontecimentos como o 11 de Setembro, ou os recentes ataques terroristas na Europa dão uma resposta, infelizmente fácil, a esta questão.
A migração dos refugiados da Síria e a ameaça do ISIS, que colocou a Penísula Ibérica na mira, inspiraram-me em conceber esta história, de cariz militar e de espionagem.
Em parte, baseei-me numa hipótese do autor Tom Clancy, que considerou que uma coisa tão simples como envenenar as fracamente guardadas e vigiadas centrais de tratamento de água, possa subjugar uma cidade inteira. Outra preocupação, levantada por José Vegar no livro "Serviços Secretos Portugueses", a qual revela que sempre houve falta de cooperação entre as diferentes entidades policiais e de espionagem, levou-me a desenhar uma história que alterna entre estes dois mundos estanques, com consequências para a própria segurança nacional.
No meio disto tudo, considero que se o ISIS tivesse ideias "fora da caixa", como a infiltração de terroristas no meio dos refugiados, poderia facilmente colocar o nosso país em estado de sítio, nem que não fosse por algumas horas. É portanto um alerta para os nossos políticos e forças de segurança, e a aparente calma em relação a esta ameaça. Talvez os países do Ocidente, a NATO e a ONU tivessem a obrigação de se juntarem e combaterem de vez o ISIS no Médio Oriente, antes que seja tarde demais?
  • Êxodo
A humanidade, auxiliada por extraterrestres, que um dia se revelam em força, é obrigada a evacuar o planeta no maior êxodo de todos os tempos.

(Esta história teve direito a um trailer!)

A premissa é simples: como será o mundo daqui a 1000 anos? Tendo em conta as alterações climáticas provocadas pelo homem, e as consequências disso, como a degradação do ar e a subida do nível do mar, como será viver no nosso planeta?
O mundo estará diferente, Coimbra será a capital do país, pois iremos perder toda a zona costeira, iremos viver em redomas que englobarão as cidades para nos proteger da elevada amplitude térmica e do ar rarefeito. No entanto, depois de tanta tecnologia e evolução, continuaremos a ficar passivos em relação ao planeta, o qual está nos dias finais. Nesse sentido, alienígenas que nos observam discretamente há muito tempo, decidem aparecer para nos ajudar, e evacuam-nos do planeta. O problema surge pelas diferenciadas formas como tratam diferentes grupos de pessoas, o que leva os militares a duvidar da bondade dos visitantes, originando conflitos. Terão realmente boas intenções?
Este conto tem também uma referência a uma possível explicação científica do que poderá ser o Além.

A música: I'm Still Free dos Spain remete para a liberdade de escolha, que é o tópico principal do final deste conto.

  • Sozinho
A história de um rapaz que um dia acorda e encontra a sua cidade vazia. Ele tenta perceber o que aconteceu... e irá acontecer.

O que faria o leitor se descobrisse que o mundo poderia acabar amanhã? Poderá escapar? Poderá esconder-se? Poderá proteger-se? Ou deverá desistir e aceitar o fado?
Uma das maiores ameaças que nos assombra, e sobre a qual não temos controlo, é a possível queda de um meteorito, e como tal, só nos resta tentar sobreviver porque é impossível lutar contra a natureza. Nós estamos no seu espaço, temos de nos cingir às suas regras, se ela decidir que chegou o fim, então chegou o fim.
Esta é uma história crua, sem ficção científica, sem naves espaciais que nos podem salvar, nem soluções incríveis como a do filme Armageddon. É a história que aconteceria hoje. Outra pergunta que coloco é: se numa situação tão extrema como esta, continuaríamos a ser humanos, a ajudar-nos uns aos outros, ou seria cada um por si, como na visão norte-americana e apocalítica de The Walking Dead?
Por curiosidade, este foi o primeiro conto que escrevi, sendo que originalmente foi escrito para cinema, no formato de guião. É portanto muito visual e cinemático!

  • A Rapariga da Casa na Praia
A história de uma rapariga que certo dia herda uma velha casa na praia e no processo descobre uma estranha verdade sobre si.

Nós, humanos, somos seres de água. Tal como os anfíbios, temos membranas interdigitais. Ficamos com os dedos enrugados ao fim de algum tempo debaixo de água, para que seja mais fácil agarrar objetos enquanto submersos. Os bebés conseguem nadar debaixo de água, naturalmente. Algumas pessoas conseguem controlar um pouco a abertura das abas das suas narinas, tal como os mamíferos marinhos. Portanto, a nossa ligação à água é inegável.
Os oceanos são ainda muito desconhecidos. Aliás, ainda hoje novas espécies de peixes continuam a ser descobertas. Na literatura, na cultura, nas lendas, os seres marinhos estranhos e desconhecidos, sempre estiveram presentes, em especial as sereias. Este conto é uma fantasia, sobre humanóides marinhos, sobre a nossa ligação ao mar, e sobre a ligação deles à humanidade. Escolhas terão de ser feitas que originarão consequências colossais.

A música: Queens dos MisterWives não só pelo andamento com aroma a fantasia, mas também pela letra, que remete para a nossa "casa" (que está onde nos sentimos bem).

  • A Nova Lenda dos Demónios de Góis
Uma pequena povoação é assombrada por estranhas mortes, cabendo ao pároco decifrar o mistério.

Porquê Góis? Simplesmente pelas características geográficas, não existe nenhuma lenda do género.
Este conto retrata os perigos do "fazer de Deus", e do brincar com a ciência sem regras. Os monstros retratados nesta história, não são sobrenaturais, são geneticamente modificados pela ciência.
Se muitos temem o descontrolo da Inteligência Artificial e a nossa eventual destruição, posso dizer-vos que, como informático, temo muito mais o descontrolo da ciência e a manipulação genética. É portanto um lembrete aos temas levantados há muito, como o Monstro de Frankenstein e dos seus perigos. Em parte, há também referências aos perigos dos interesses exacerbados por parte dos governos, que no limite, não se preocupam com os seus cidadãos, mas apenas com o poder.
Como curiosidade, este conto foi concebido tendo em vista o uso da sensorialização, ou seja, da ativação de todos os sentidos por parte do leitor, assim podemos sentir, cheirar e saborear (para além de ver e ouvir). Aliado a isto, o texto é também muito descritivo tendo poucos diálogos, e talvez por essas razões, este é o conto de que a crítica mais gostou.

  • A Força Oculta
Um acordo centenário, entre humanos e vampiros, protege ambas as partes e mantém a existência dos seres da noite secreta. A fim de monitorizar e conter situações extremas, os governos criaram forças especiais de intervenção. Esta é a história de uma delas.

Sendo um homem de ciência, tive necessariamente de optar por criar uma história sobre vampiros que não fosse sobrenatural, mas sim de ficção científica. A ideia é: existe uma doença, chamada vampirismo, a qual provoca mutações no organismo humano, transformando-o naquilo a que chamamos de vampiro. Ao fim de séculos, alimentados pela inovação científica, surge uma cura. No entanto, coloca-se a questão: será o vampirismo mesmo uma "doença" que necessite de ser curada? Motivados por um ataque, os humanos pretendem "curar" todos os vampiros, no entanto, a maioria não aceita tal decisão. Pelo meio, surge uma história de amor, entre um soldado humano e uma vampira, sendo que ambos se vão questionando sobre as suas convicções e sobre o seu futuro.
Estará dentro de cada vampiro, afinal um humano, ou já não?

A música: Human de Gabrielle Aplin é sobre ser humano, que não poderia ser mais adequado para uma história que baloiça entre o humano e o sobre-humano.

  • Inamável
A divertida e dramática estória de vida de um rapaz com problemas de coração e com graves problemas de "coração".

É uma tragicomédia romântica diferente de tudo. O protagonista é possivelmente o maior desgraçado do planeta, se existisse um Euromilhões inverso, ele seria "desmilionário" todas as semanas. Tem azar ao jogo e ao amor. A ironia está sempre presente, e quando algo parece ser um ponto de viragem, é na verdade uma miragem.
O conto, é uma crítica à sociedade atual, à automatização dos relacionamentos, à liberalização do amor, à decisão por conveniência em detrimento da escolha por paixão, à assimetria dos géneros, ao pseudofeminismo, à falta de interesse pela procura do verdadeiro amor, à superficialidade do romance contemporâneo.
O protagonista sente que tem o seu destino traçado pela tragédia, mas ainda assim tem esperança e tenta remar contra a maré, acabando sempre em mais tragédia, num efeito bola de neve interminável.

A música: I Didn't Mean it de Aurea, uma música com registo triste, devido ao sofrimento que às vezes o amor provoca, que é o cerne deste conto.
  • O Planeador
Um autista, com inteligência muito acima da média, ganha a vida a conceber planos infalíveis para vários grupos criminosos.

O título é enganador para o leitor, porque em parte, também o foi para mim. O objetivo era que esta história tivesse o próprio planeador como protagonista, que é um indivíduo que trabalha no limbo entre o legal e o ilegal. Oficialmente não é criminoso, moralmente temos algumas dúvidas, pessoalmente, é apenas alguém que encontra falhas e atalhos, e que por acaso ajuda criminosos no processo, não se considerando um. Contudo, devo dizer que pela primeira vez, aconteceu-me trocar o protagonista a meio da história, porque escrevi uma personagem tão apaixonante que simplesmente fiquei encantado por ela. Trata-se da Marta, uma jovem inspectora-estagiária da PJ, que com novas ideias e ousadia consegue fazer frente ao planeador.
A história passa pelos perigos das moedas digitais e o quão apetecíveis são para os criminosos, pelo conceito de crime assistido por tecnologia, e pela genialidade que uma mente criminosa pode ter. Por curiosidade, os nomes dos capítulos são quebra-cabeças.

A música: Enemy Fire de Bea Miller ou "fogo inimigo" em português, é um grito de sobrevivência de alguém que não pode contar nem com os próprios amigos, neste caso, da inspetora Marta. Por sua vez, o registo jovem e feminista, ajuda também a justificar a escolha desta canção.

  • A Cidade dos Relógios
CucIsse é um pequeno relógio, diferente dos outros, prestes a entrar na idade adulta. Preso numa sociedade de costumes rígidos, debate-se por encontrar o seu lugar, na cidade dos relógios...

Um conto infantil, de fantasia, que tem lugar no mundo dos relógios, e que é uma alegoria ao ser diferente, à tolerância e à aceitação do outro. O protagonista é um relógio de cuco, raro, caro, visto com maus olhos pelos demais, e que se debate em encontrar o seu lugar numa sociedade rígida, que não o entende. Convicto de que o relógio-mestre começa a funcionar mal, tem de remar contra a maré no sentido de encontrar uma resposta e uma solução para o problema, deixando-o ainda mais ostracizado. Conseguirá afirmar-se?

Coleção Infantil - #NatalALer

A neve começou a cair na pequena cidade de montanha, habituada ao frio, mas que ainda assim suspira, sempre que os flocos brancos e gélidos, aperitivos do inverno, decidem aparecer. Contudo, tal evento não é suficiente para que a menina, de quem o pequeno João gosta, repare nele. Nem ela, nem os restantes colegas que saem apressadamente da escola, de regresso a casa, com os tablets e smartphones de última geração a taparem-lhes o caminho. O Joãozinho sente-se um extraterrestre. De poucas posses, não teve a sorte, nem o azar, de usufruir da última tecnologia.
Pelo passeio, atrás da moça, o menino planeia chamar-lhe a atenção. A neve já é suficiente para manufaturar uma bola marota de arremesso. Atira-a à morenita de cabelos encaracolados, desfazendo-se numa das suas pernas. Ela olha ligeiramente para trás, não fora nada, continua no seu mundo, focada no telemóvel, sabe-se lá a fazer o quê. Finalmente chegam à paragem, o autocarro já os aguarda. O pequeno rebanho de crianças enche a velha e barulhenta viatura. Lá dentro, ninguém fala. Os idosos, ensonados, apreciam a paisagem com preocupação. Têm noção de que a neve pode fechar estradas, existe o risco de não chegarem a casa a horas. Os miúdos, despreocupados, abrigam-se nas suas tendas eletrónicas, tirando apenas alguns segundos de pausa, para trocarem ecrãs entre si. O João, depois de se assegurar que a nova bela paisagem branca não mudará, retira o seu fiel companheiro de viagem da sacola, um pequeno livro, o qual continua a devorar uma vez mais. Trata-se de mais um irmão, das muitas centenas que os seus pais têm em casa. Quis o destino que fossem pobres em dinheiro, mas recheados em cultura.

Quando chega a casa, já de noite, João repara que o pai trouxe um pequeno pinheiro, para fazer a árvore de Natal. Ele ajuda-o a transportar a pesada planta para o interior, antes que fique coberta de neve. Depois, limpam o gelo da entrada.
Quando o trabalho termina, os homens esticam as costas encarando a lua. Naquele instante, uma estrela-cadente atravessa o firmamento.
- Pede um desejo!
Ele olha para o pai cético.
- Vá, despacha-te!
O pequeno prepara-se para rogar em voz alta.
- Não, não! Só a estrela pode ouvir - João traz um livro no bolso traseiro - ou ler! - O pai impede a transgressão.
João escreve o desejo no livro que traz consigo.

No dia seguinte, o manto branco impera. João desce as escadas depressa. Excitado, liga o rádio, na esperança de ouvir boas notícias, contudo, as aulas não foram canceladas. Maldita nova frota de limpa-neves!
Trata-se pois, de um dia normal. O autocarro chega, o João entra, senta-se, retira o livro da sacola, e inicia a sua viagem. Porém, desta vez, foi ele quem não reparou no que o rodeia. Os outros miúdos não estão vidrados nos telemóveis. De vez em quando, deitam a mão ao bolso, retiram os dispositivos, voltam a guardá-los. Parece que deixaram de dar sinais de vida. O que se passará? Tal curiosidade é forte demais para que continue concentrado no seu livro, o qual recolhe de imediato.
- Porque não olhas para o telemóvel? - Pergunta o pequeno à sua vizinha de viagem.
- E tu? Porque não olhas para o livrinho? - A miúda está muito arreliada. A cara do João, de espanto, revela o tamanho exagero da sua resposta, pelo que logo se redime. - Não sabes?
- O quê?
- Não há rede! Não posso fazer nada! Nem Facebook, nem Twitter, nada! Entendes?
Impulsivamente, João retira um dos livros suplentes que traz sempre consigo, entrega-o à moça.
- O que é isto? - Ela faz uma cara de espanto. Ele reforça o ato com um gesto. Ela cede.
- Vais ver, é mais interessante do que um telemóvel.
- Hmm... duvido. Mas pelo menos entretém...
Durante toda a viagem, a menina mantém-se concentrada no livro, sem que distrações a provoquem. O pequeno João acompanha-a, continuando a sua leitura.
O autocarro chega à paragem.
- Toma. - Ela prepara-se para lhe devolver o livro.
- Não, acaba de o ler...
- Está bem. Obrigada!
Quando os miúdos saem do autocarro, descobrem mais uma triste verdade: também não há internet na escola.

Depois do almoço, os miúdos estão perdidos. Uns tentam afogar as mágoas com jogos, contudo, é o acesso ao mundo virtual que lhes alimenta o dia. Pelo contrário, João e a sua nova amiga, sentados nas escadas um ao lado do outro, mergulham nos seus mundos imaginários, através dos seus livros.
Pela primeira vez, a morenita de cabelos encaracolados repara nele.
- Quem é aquele? - Pergunta a miúda intrigada.
- Sei lá, Maria, é da turma do lado. Acho...
- A estudarem no intervalo? Ahh! - Diz outra das amigas.
- Não! Estão a ler livros... - A pequena Maria é perspicaz.
- Livros? Não chegam os das aulas? Ahahah!
As miúdas encontraram alguém com quem gozar. Maria, levanta-se, vai ter com eles. As amigas observam-na admiradas.
- O que estão a ler? - Maria quebra-lhes a concentração.
João, admirado não sabe o que responder, paralisa.
- São histórias muito interessantes! Também queres ler? - A sua amiga responde por ele. - Aqui o João, é uma biblioteca, pode emprestar-te um livro... - Ele retira um livro da sacola.
- Claro, toma. - E entrega-o à moça.
- Obrigada. - Ela senta-se ao pé deles, e começa a viajar numa fantasia maravilhosa.
Ao longe, as amigas da Maria acotovelam-se umas às outras, na esperança daquilo não ser real. Estaria Maria a gozar? Não! Ela está realmente concentrada no seu livro.
A campainha toca, assinala as aulas da tarde. O trio exala aborrecimento por ter de regressar à vida real.

De regresso a casa, os três amigos, sentam-se juntos no autocarro. As meninas, ignoram a vontade viciante de consultarem os telemóveis, estão focadas nos seus livros, viajam pelos seus novos mundos. As amigas da Maria, sentadas ao pé dela, e ainda sem possibilidade de navegarem na net, espiam discretamente o tão aclamado livro, que agora vicia a amiga.
- O João amanhã traz-vos livros, pode ser? - Maria apercebe-se, faz uma proposta.
- Sim, claro. - João acede ao pedido. As miúdas sorriem, e desviam os olhares para as janelas. A paisagem ainda se veste de branco, o que as deslumbra. Retiram os telemóveis, fotografam o que encontram.
- Uau, nunca tinha reparado naquele vale!
- Olha, a ribeira está congelada!
A viagem chega ao fim. A imersão nas histórias é tanta, que o tempo passou a voar para o trio.

No dia seguinte, o autocarro volta a receber o rebanho de crianças. Com os três amigos a lerem, e os restantes, viciados de novo nos telemóveis.
- A internet voltou, João! Arranjaram a estação. - Revela Maria. João, com a sacola cheia, fica triste, as amigas dela já não estão interessadas em ler. Apercebendo-se, Maria tem uma ideia. - Joana? Tira-nos uma foto!
A amiga, pega no telemóvel, fotografa o trio a ler.
- #NatalALer. Enviar!
- Ahah! És tonta, Maria! - Diz uma das amigas.
Minutos depois, as miúdas vêm ter com João, pedem-lhe os livros prometidos. Posam para uma foto, a lerem, e publicam-na de seguida.

Ao final do dia, a moda pegara. João emprestou todos os livros que trazia. A bibliotecária da escola esvaziou a sua estante. Por todas as redes sociais vêem-se fotos de jovens a lerem na rua, enquanto caminham. Os telemóveis deram lugar aos livros. As livrarias da pequena cidade esgotaram os stocks. Os jovens começaram a trocar livros entre si.
No Natal, a maioria das prendas foram livros rabiscados com comentários dos últimos leitores. A prenda que João recebeu de Maria, revela o desejo que ele escrevera, seguido do comentário da miúda.
Desejo falar com os outros.
Desejo realizado! E eu, desejo comunicar no mundo real com os outros! Também realizado! Obrigada João!

De Conto a Romance em livro!


Esta história já não se encontra disponível, para leitura, neste blogue, pois faz parte da coletânea de contos dos livros "De Conto a Romance" (volume 1).

Pode adquirir um exemplar deste livro nas seguintes lojas:

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Amazon (eBook)
El Corte Inglés (eBook)


São contos com imagens fortes, apelando à adaptação para "curtas de cinema" (...) O autor é do tempo em que "as pessoas pensam por imagens" (in Praça Velha nº 38).

Já imaginou um livro que não se prenda a apenas uma história? Que te faz flutuar pelas páginas com os mais diferentes gêneros literários e com personagens que te levam ao extremo do amor e ódio? É o que encontrei lendo “De Conto a Romance”, do autor Carlos Galinho Pires, com 10 contos que te fazem literalmente questionar se os personagens estão ou não fazendo o que é certo e quem será o próximo enganado. (in Mundo das Resenhas).




Veja também as minhas reflexões sobre o livro.

Coleção Infantil - O Meu Príncipe Encantado

Era uma vez uma rapariga muito exigente, que se queixava a toda a hora, de nunca mais conhecer o seu príncipe encantado. Certo dia, fartou-se, e decidiu, reclamar à linha de apoio encantada.
- Saudações bonitas! Em que posso ajudá-la neste dia maravilhoso? - Pergunta a telefonista.
- Olá senhora. Eu desejo um príncipe! Há tanto tempo que espero por um. Porque é que ainda não apareceu nenhum? - Questiona a jovem mulher.
- Desculpe mas, só uma princesa tem direito a um príncipe.
- O quê? Diz que não sou princesa? Como se atreve?
- Nem todos os que vivem neste reino encantado, são príncipes ou princesas, senhora.
- Mas eu vivo num palácio! Tenho serventes que tratam de mim e tudo! Até tenho um unicórnio cor-de-rosa! Como não sou princesa? Estou a ligar para a linha de apoio encantada ou não? Que raio de serviço encantado é este?
- Peço desculpa. É verdade sim. Leva uma vida de princesa, é rica, vive num palácio, mas não é uma princesa! Não posso fazer nada por si.
- Oh criatura, tem noção de quem sou? O meu pai é o Lorde Button, irmão do rei! Pertenço à família real! Agora, faça o seu trabalho e arranje-me um príncipe! Ouviu?
A telefonista desliga. A nossa "princesa" fica perplexa. E ainda por cima, tem agora outro motivo para se queixar: parece que não é uma princesa a sério. Descontente, parte em busca de respostas. Sai do palácio, no seu cavalo - perdão - no seu unicórnio cor-de-rosa, e cavalga até à aldeia mais próxima. Entra na primeira loja que encontra, uma peixaria, que tem à disposição os melhores peixes encantados do grande rio encantado daquele reino encantado.
- Quem sou eu? - Pergunta a "princesa".
- Que pergunta estranha! Mas sei a resposta: é uma senhora, que a julgar pelo unicórnio, possivelmente trabalha no palácio encantado. Estarei correto? - Quem respondeu ao desafio, foi o lojista, um rapaz da mesma idade dela.
- Trabalho no palácio? Sou uma princesa!! - Diz ela batendo o pé ao mesmo tempo.
- Pronto, pronto. Se o diz, é porque deve ser.
- Mas o que faz você aí sentado? - Pergunta ela ainda irritada.
- Desculpe?
- Tive de abrir a porta com as minhas próprias mãos! Não se levanta para falar comigo, que falta de respeito! E não termina as frases dizendo "sua majestade"? Como se atreve?
O rapaz levanta-se, coloca as mãos na mesa, e diz-lhe:
- Senhora, como vê, pensa que é uma princesa, mas não o é. - A rapariga fica sem palavras, de boca aberta. Repentinamente, um homem entra na loja com alguma pressa, e sem querer, bate com a porta na moça, atirando-a para cima da banca dos peixes. Ela fica toda suja e a cheirar mal. E grita, irritada com a situação. Os guardas que por ali passavam, entram na loja, para perceberem o que aconteceu.
- Que se passa aqui? E de quem é aquele unicórnio cor-de-rosa? - Pergunta o guarda.
- É meu seu bandalho! Ajude-me imediatamente! Vamos embora! - Responde a "princesa" irritada.
- Isso são lá maneiras de falar menina?
- Princesa! Respeito pela família real! Vá ajude-me!
- Princesa? Você? A cheirar a peixe? Com que então roubou um animal real? Ai vai para o castelo vai, mas, para as masmorras! Vamos embora vamos! - O guarda prende-a.
Diz-se que ela gritou tanto, enquanto era arrastada pelos guardas, que a pequena aldeia ficou sem animais durante o dia inteiro. Fugiram todos!

Nas masmorras, a gritaria da rapariga continua. Pontapeia a porta, atira o copo de latão contra a parede e grita com toda a força que pode.
- Credo menina, o que é isso? - Uma fada, aparece. É pequenita, com asas, e muito bonita.
- Até que enfim, uma ajuda. Fada, tira-me desta prisão! Ajuda a tua princesa! Rápido! - A "princesa" reage de imediato, num tom irritado.
- Menina, tenha tino no modo como fala. Para além do mais não sou sua serva. Percebe? - Mas a fada não se deixa levar. Ela impõe alguma ordem!
- Mas eu sou uma princesa real!
- Está certa. Contudo, não é uma princesa encantada! Só essas, é que eu atendo.
- O quê?
- Mas nada tema menina, porque qualquer uma pode ser uma princesa encantada. - Pelo menos, a fada dá-lhe alguma esperança.
- Ai é? E quanto é que custa? Posso dar-lhe uma herdade...
- Credo! Não quero um pagamento material! Tem de ser espiritual, menina!
- Espiritual? Que raio é isso?
- Bom, para que entenda bem, vou ser clara: tem de mudar a sua personalidade. Tem de ser bondosa, generosa e simpática. E tudo isso, sem esperar nada em troca de ninguém, nem sequer de mim. Porque se descubro que está a fingir só para conseguir o título, não lhe concederei nada! - De imediato, a pequena fada desaparece numa pequena explosão encantada, a qual, deita fumo encantado.
- Tirem-me daqui! Imediatamente! - A rapariga lembra-se do que a fada lhe disse, e muda o modo como fala de imediato. - Tirem-me daqui se fazem o favor, caros senhores!
O que ela diz, surpreende os guardas, que rapidamente vêm ter com ela.
- Sente-se bem? - Pergunta o guarda admirado.
- Claro que sinto seu band... Seu... Senhor guarda! Está tudo bem. Se fizesse o favor de me tirar daqui, agradecia-lhe imenso. Foi tudo um mal entendido. Sou mesmo uma princesa. Confira com o seu capitão por favor.
- Bom. Vou confirmar imediatamente cara menina.
Passado alguns minutos, o guarda retorna com uma resposta, pelo que lhe diz:
- Está confirmadíssimo. Peço imensa desculpa princesa. Queira sair daí.
- Estás a ver seu... Quer dizer. Obrigado senhor guarda. Que os deuses o abençoem! - A princesa, agora já contente, abandona as masmorras.
- Obrigado majestade. - E o guarda despede-se dela.

A princesa continua a ser bondosa, generosa e simpática durante alguns meses. Até que certo dia, decide ligar de novo para a linha de apoio encantada.
- Saudações bonitas! Em que posso ajudá-la neste dia maravilhoso? - Pergunta a telefonista.
- Olá cara senhora. Eu desejo um príncipe por favor. Podem dispensar-me um? Ficaria-lhe eternamente grata. - Diz a jovem mulher.
- Deixe-me consultar a sua ficha. Cá está. Reparo que é uma princesa encantada há pouquíssimo tempo. E até já tem um pedido pendente para um príncipe e tudo. Mas, lamento informar que, de momento não há nenhum disponível...
- O quê? Olha que grande porcaria de serviço! - O tom da "princesa" muda. Volta ao que era: irritada e mal educada.
- Ahh! - A telefonista exclama de pena.
- O que foi mulher? - Pergunta a "princesa" ainda com alguma esperança.
- Apareceu de repente um príncipe, disponível e perfeito para si! Contudo, também de repente desapareceu, pois a menina deixou de ser princesa encantada mesmo agora! Peço desculpa, mas não a posso ajudar. - A telefonista desliga.
- Bolas! - A "princesa" fica desolada.

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com esta princesa. Mas há quem diga que ela mudou de vez, passou a ser bondosa, generosa e simpática e finalmente conseguiu o que queria: um príncipe encantado.

Coleção Infantil - A Dona Perfeita

Era uma vez uma senhora, dona de si e da sua casa, que era conhecida como a mais perfeita da aldeia. Os seus horários eram exatos. Levantava-se todos os dias às oito em ponto. Fazia a cama, esticava muito bem os lençóis. Deitava a toalha na mesa da cozinha, comia uma fatia de pão com doce de kiwi (que fazia uma vez por mês) e bebia uma meia de leite. Mal terminava, lavava a loiça e os talheres, arrumava a toalha, bem dobradinha, na gaveta do costume. Seguia-se o almoço. Cozinhava, empratava, lavava e arrumava as panelas, punha a mesa de modo perfeito (garfo, prato, faca, colher, copo, talheres de sobremesa), comia, lavava e arrumava a loiça, os talheres e no fim a mesa. Depois, aguardava ansiosamente pelo jantar e fazia exatamente o mesmo. Como ocupava o tempo entre refeições, perguntas tu? Patrulhava regularmente a casa como um guarda real. Limpava todos os cantos que insistiam em ficar com pó e arrumava todos os cortinados e naperons que por força da gravidade ou do vento saiam do sítio. Só saía de casa para colher frutos e legumes da sua horta, ou para comprar carne ou peixe a vendedores que pela sua rua passavam.

Certo dia, é surpreendida por um menino que lhe bate à porta. Temendo pela fraca apresentação da sua casa para com estranhos, lava com uma esfregona o chão do hall, deixando o rapaz à espera. Finalmente abre-lhe a porta.
- Olá avó!
Surpreendida fica. Avó? Desde quando tenho netos? Pensou ela. A arte de bem receber dita que se deve oferecer algo às visitas, e como tal a senhora mima-o com biscoitinhos, que vai fazendo para estas ocasiões, acompanhados por uma chávena de chá bem docinho. Ele delicia-se. Mas suja o chão com migalhas. Ela fica furiosa, contudo nada lhe diz.
- Sono tenho!
Surpreendida fica. Sono? A esta hora? A senhora oferece-lhe a cama do quarto de visitas, que todas as semanas era lavada, apesar de nunca ser usada. Ela regressa para a sala, arruma a mesa e limpa cuidadosamente o chão sujo de migalhas. Depois, aguarda ansiosamente pela hora do jantar. Mais tarde, volta a ser surpreendida. Batem à porta. Temendo não ter arrumado bem a casa, lava com uma esfregona muito bem o chão do hall, deixando as visitas à espera, até que finalmente abre a porta.
- Olá mãe!
Surpreendida fica. Mãe? Desde quando tenho filhas? Pensou ela.
- Vim buscar o Joãozinho. Ele portou-se bem?
- Que Joãozinho?
- O seu neto!
A rapariga entra em casa com as botas sujas, chove lá fora. O chão fica imediatamente marcado com umas finas pegadas de lama. A senhora fica furiosa, contudo nada lhe diz. Fecha a porta, lava cuidadosamente o chão. Depois, senta-se no sofá e aguarda ansiosamente pela hora do jantar. Pouco tempo depois, ouve uma rapariga, que na sua casa está, dizer.
- Oh mãe, eu e o Joãozinho íamos ajudá-la a limpar o chão! Eu disse-lhe. Não me ouviu?
Surpreendida fica. Quem eram estas pessoas? Uma rapariga e um menino? Pensou ela.
- Esqueceu-se outra vez, não foi? - perguntou a rapariga, a sua filha, surpreendida.

Naquele dia tudo mudou. A senhora, sempre tão ocupada e preocupada com a arrumação, esquecia-se da própria família. E a família, sempre tão descuidada e despreocupada com a avó, esquecia-se de respeitar as suas rígidas regras. Quando repararam em tal coisa, decidiram mudar. Dali em diante, o Joãozinho, o que sujava, limpava, e a sua avó, dele, sempre se lembrava.

Coleção Infantil - O Pequeno Grilo

É noite, e só se escuta o canto de um coro de grilos que insiste em marcar presença. Ao longe, ouve-se um diálogo entre duas pessoas, que gradualmente vai abafando o concerto, acabando por impor silêncio. Um casal de humanos irrompe pela vegetação alta, ficando a conversar com umas luzes de mineiro a iluminar um papel, que parece ter algum tipo de indicações. Aparentemente são desportistas, e pelo tom competitivo com que o macho fala, têm mesmo um forte desejo de vencer. Há coisas inesperadas, e ver um casal de humanos perto de uma povoação de grilos, a esta hora, é uma delas. O receio compreende-se, no dia anterior a morte assolou a aldeia, quando um humano pisou alguns habitantes. Mas os grilos têm esperança, que desta vez seja diferente.

De repente, os dois focos de luz apontam para um estranho objeto vermelho, pendurado num galho. Em cima, numa folha, está um dos grilos que logo fica petrificado a olhar para a dupla humana. O homem estende a mão que pára pertíssimo do objeto, parece assustado por ver o pequeno animal, mas não é o único. Se acontecer alguma coisa àquele grilo, os seus pais apanham o desgosto das suas vidas, pois é o único filho sobrevivente ao terrível inseticídio. É então que a rapariga pega no pequeno grilo, e coloca-o em segurança, noutra folha. O rapaz encosta o objeto vermelho ao papel, trata-se afinal de um carimbo, e a equipa segue viagem. Os insetos perplexos recusam acreditar que nada de mal lhes acontecera. Há coisas esperadas, e ver uma humana salvar um pequeno grilo, não é certamente uma delas.